Skizodrome

13.9.07

Terra poderá sobreviver à morte do Sol. A humanidade, não.

Boris aproveitou a hora do almoço para ler as notícias dos jornais. O trabalho na Agência Russa de Desenvolvimento Bélico era desgastante, ainda mais com o assédio dos jornalistas. Oras, se o camarada Putin estava se estranhando com os Estados Unidos, o problema não era dele! Porém sabia, mais que ninguém, que o corporativismo histórico, tal como a índole do ser humano, não funcionavam desta maneira.

Suspirando, entrou no Google Notícias e leu uma manchete que reviveu sua paixão por astrofísica:


"Morte do Sol?" - indagou. "Estrelas não morrem, transformam-se!". FNORD.

O jovem físico nuclear romantizava a situação, porém não estava de todo errado, já que estrelas do tamanho da nossa, ao final do ciclo de expansão demonstrado na matéria, contraem-se, compactando toda a sua massa, e transformam-se nas chamadas estrelas-anãs: muito brilhantes, porém sem muito combustível para queimar. Após alguns milhares de anos de compactação de matéria, a estrutura das estrelas-anãs entra em colapso e elas explodem. "Supernova! Que explosão! Nada comparável às nossas bombas de vácuo!", pensou. Ele lembrou que a explosão daria margem a duas possibilidades:

1 - Ou nasceria uma estrela de prótons, um corpo celeste com poucos quilômetros de diâmetro e massa incrivelmente grande ou;

2 - Surgiria no lugar um temível e assustador Buraco Negro. Massa ultra-compactada, com campo gravitacional tão forte a ponto de atrair até a luz ao seu redor.

Nada de muito aterrador para Mãe-Rússia, já que bilhões de anos antes a humanidade já estará extinta; seja pelas radiações solares, que ganharão força até o final dos tempos, seja pelas suas próprias mãos, em quadros que já foram pintados antes.

Leia mais aqui, aqui e aqui.

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